O nome "Sophia" foi o segundo mais usado em 2011 para batizar bebês no Brasil, segundo o site Babycenter.com, que faz o levantamento anualmente. Quem acompanhou minha gravidez sabe que eu estava bem alerta a essa "popularidade". Minha Sofia é com F mesmo, normalzinho. Mas, claro, entra no bolo das iguais.
Elas estão em toda parte. Até na TV, em novelas, séries, filmes. Vai-se saber por quê. Pode ser mesmo culpa do livro "O Mundo de Sofia", como todo mundo diz. Eu só sei o seguinte: quando li, ainda criança, que Sophia (com PH sim, mas eu gosto com F) significa "sabedoria" e assim é chamada, em escritos antigos, a "natureza feminina de Deus", quis imediatamente ser mãe de menina para usar esse nome.
Confesso que pensei em desistir ao perceber que minha filha acabaria tendo umas cinco xarás na sala de aula todo ano. Foi o pai quem fincou o pé e não me deixou voltar atrás. Tempos antes de sabermos da gravidez, passamos em frente a uma loja (ou casa de festas infantis, sei lá) com a parede decorada com nomes de crianças. Ficamos lá observando: "ah, gostei desse", "aquele é muito lindo". Em "Sofia", comentei que queria uma filha com aquele nome. Ele concordou na hora.
E pronto, ficou. Nada que eu dissesse o faria mudar de ideia. Ele saiu espalhando o nome e, antes que eu pudesse pensar em Clara, Laura, Clarice, Natália, minha bebê em gestação já era conhecida por Sofia.
Torço para que ela goste da escolha e se orgulhe de contar como papai e mamãe decidiram seu nome. Se as Marias do tempo da vovó sobreviveram, minha Sofia vai tirar de letra o time de xarás que encontrará pela frente.