quarta-feira, 21 de março de 2012

O dilema do nome

O nome "Sophia" foi o segundo mais usado em 2011 para batizar bebês no Brasil, segundo o site Babycenter.com, que faz o levantamento anualmente. Quem acompanhou minha gravidez sabe que eu estava bem alerta a essa "popularidade". Minha Sofia é com F mesmo, normalzinho. Mas, claro, entra no bolo das iguais.

Elas estão em toda parte. Até na TV, em novelas, séries, filmes. Vai-se saber por quê. Pode ser mesmo culpa do livro "O Mundo de Sofia", como todo mundo diz. Eu só sei o seguinte: quando li, ainda criança, que Sophia (com PH sim, mas eu gosto com F) significa "sabedoria" e assim é chamada, em escritos antigos, a "natureza feminina de Deus", quis imediatamente ser mãe de menina para usar esse nome.

Confesso que pensei em desistir ao perceber que minha filha acabaria tendo umas cinco xarás na sala de aula todo ano. Foi o pai quem fincou o pé e não me deixou voltar atrás. Tempos antes de sabermos da gravidez, passamos em frente a uma loja (ou casa de festas infantis, sei lá) com a parede decorada com nomes de crianças. Ficamos lá observando: "ah, gostei desse", "aquele é muito lindo". Em "Sofia", comentei que queria uma filha com aquele nome. Ele concordou na hora. 

E pronto, ficou. Nada que eu dissesse o faria mudar de ideia. Ele saiu espalhando o nome e, antes que eu pudesse pensar em Clara, Laura, Clarice, Natália, minha bebê em gestação já era conhecida por Sofia.

Torço para que ela goste da escolha e se orgulhe de contar como papai e mamãe decidiram seu nome. Se as Marias do tempo da vovó sobreviveram, minha Sofia vai tirar de letra o time de xarás que encontrará pela frente.

terça-feira, 20 de março de 2012

De onde sou, para onde vou

Sofia nasceu e a vida ganhou tons de rosa. Finalmente encontrei o danado do motivo para eu ter vindo a este planeta. Do dia para a noite, viver voltou a ser o que era na minha infância: emocionante, empolgante e desafiador.

Mas às vezes é necessário colocar o deslumbramento de mãe de primeira viagem de lado e reconhecer: nem tudo são perninhas gorduchas e sorrisos de manhã cedo. Cuidar de um filho é a tarefa mais difícil que eu já topei enfrentar.

E haja dúvida, reclamação, mau humor e toda sorte de mimimi. Vocês vão me odiar se eu disser que este blog não tem a intenção de ser um diário de Sofia? Em alguns momentos até vai ser, mas ele serve mesmo para eu descarregar o furacão de ideias que passa pela minha cabeça todos os dias.

Assim eu posso poupar os meus amigos do Facebook e do Twitter de ler tanto mommy talk e passo a me dirigir a um público específico (considerando o cenário positivo de ter algum leitor aqui). Claro que eu vou postar algumas coisinhas lá, mas com bem mais parcimônia.

Em tempo: bom dizer que não tenho nada contra os diários de bebês. Acho lindo e, quando engravidei, até cogitei a possibilidade de criar um em parceria com o papai da minha princesa. Mas a falta de disciplina me impediu. Vamos ver se agora eu consigo. Comecemos, então.